Archive for janeiro 21, 2012
“Tudo na Apple é um segredo”
Livro de jornalista que se infiltrou no campus da empresa mostra como a mãe do iPhone mantém segredo de todos os seus produtos
A narração do ambiente começa falando de peões de obra medindo, posicionando e instalando novas paredes, em uma área que, antes, era descoberta e o acesso era livre para qualquer funcionário. De repente, os tapumes dão lugar a vidros foscos e técnicos instalam um sistema de segurança na única entrada da nova saleta – um sistema isolado do restante do edifício. Claramente, aquele é um lugar destinado a criações secretas, e se você não foi previamente avisado dessa mudança, então definitivamente não querem você ali.
Neste tom obscuro, parece até que estamos falando de uma masmorra medieval. Mas, por incrível que pareça, estamos falando da empresa que, hoje, vende mais computadores pessoais no mundo: a Apple.
As informações acima vêm do livro de Adam Lashinsky, jornalista e editor-executivo da revista Fortune, que se infiltrou na empresa como empregado e relatou em sua obra como funciona a política da empresa de manter o máximo de segredo sobre seus produtos e invenções – não somente para os competidores fora de suas paredes, mas também pelo lado de dentro, mantendo funcionários fora das conversas. De acordo com o livro, a própria loja da Apple dentro do campus da empresa, em Cupertino, tem à venda uma camisa com os dizeres “EU VISITEI O CAMPUS DA APPLE, MAS ISSO É TUDO QUE POSSO DIZER”.
Segundo Lashinsky, a sede da Apple é uma antítese de si mesma: os locais mais públicos da empresa – quadras de vôlei, áreas verdes para passeio e mesas exteriores para almoços mais comunais – escondem o núcleo de uma máquina cheia de segredos: até mesmo antes de um novo funcionário saber o que vai fazer, ele ocupa a posição conhecida como dummy job (“Serviço idiota” ou “simulado”, em tradução livre). Em outras palavras, você é designado para um setor, como desenvolvimento do iPhone, mas não sabe exatamente o que vai fazer, até que lhe digam – o que leva um tempo considerável. O mesmo vale para seus colegas de trabalho: você é apresentado a eles, mas ninguém pode contar exatamente o que faz, tendo em vista que eles foram contratados na mesma condição que você e, a respeito da exatidão de suas tarefas, existem segredos.
Esse apreço pelo segredo e pelo subterfúgio, disseram funcionários a Lashinsky, jamais poderia ser violado. A pena para isso é uma, única e até óbvia: terminação contratual completa, pouco amistosa. Em outras palavras, o livro compara a Apple à Fantástica Fábrica de Chocolates, do filme homônimo, onde ninguém jamais havia pisado dentro da empresa e levado seus segredos para fora.
O livro, chamado “Inside Apple – How America’s Most Admired – And Most Secretive – Company Really Works“, ainda não tem tradução no Brasil. Ele conta com 240 páginas que narram o relato de Adam Lashinsky, enquanto “empregado” da Apple.
olhardigital
Megaupload: hackers atacam site de Paula Fernandes em protesto
21 de janeiro de 2012 • 10h37 • atualizado às 15h0
Neste sábado, o site da cantora exibia a mensagem “Se o Megaupload está fora do ar, você também está”Foto: Reprodução
O site da cantora Paula Fernandes foi invadido por hackers do grupo Anonymous neste sábado, em um ato de represália pelo fechamento do site Megaupload.com. A página paulafernandes.com.br mostrava a imagem de um palhaço com a mensagem “Se o Megaupload está fora do ar, você também está”.
A invasão havia sido anunciada pelo grupo Anonymous no Twitter. Segundo os hackers, o site da gravadora Universal Music no Brasil, o universalmusic.com.br, também havia sido derrubado.
Entenda o caso
As autoridades dos EUA, incluindo o FBI (polícia federal americana) tiraram o Megaupload do ar e outros 18 sites afiliados no dia 19 de janeiro por considerar que o site faz parte de “uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial” que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. As autoridades norte-americanas consideram que por meio do Megaupload, que conta com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas ingressaram cerca de US$ 175 milhões.
Megaupload Ltd., e outra empresa vinculada ao caso, a Vestor Ltd, foram indiciadas pela câmara de acusações do estado da Virgínia (leste) por violação aos direitos autorais e também por tentativas de extorsão e lavagem de dinheiro, infrações penalizadas com 20 anos de prisão. Embora tenham participado da operação, as autoridades da Nova Zelândia não devem apresentar acusações formais contra o Megaupload, apesar de considerar que a empresa também infringiu as leis sobre propriedade intelectual deste país.
Em resposta ao fechamento do Megaupload, o grupo de hackers Anonymous bloqueou temporariamente o site do Departamento de Justiça e o da produtora Universal Music, entre outros na noite de 19 de janeiro. De acordo com os hackers, foi o maior ataque já promovido pelo grupo, com mais de 5 mil pessoas ajudando.
O anúncio do fechamento do Megaupload ocorreu em meio a uma polêmica nos Estados Unidos sobre uma proposta de lei antipirataria, o Sopa, que corre na Câmara dos Representante, e o Pipa, que é debatido no Senado, contra as quais se manifestou, entre muitos outros, o site Wikipédia, interrompendo seu acesso no dia 18 de janeiro e o Google mascarando seu logo. O protesto foi chamado de apagão ou blecaute pelos manifestantes.
terra.com