O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje, ao deixar reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discorda das informações que estão sendo divulgadas, de que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estava agressiva no debate realizado pela TV Bandeirantes no último domingo. Segundo ele, as pesquisas internas apontaram que ‘ela não passou agressividade, e sim um grau de firmeza e indignação contra a campanha contra ela no primeiro turno e que continua no segundo turno’.

Questionado se ela manterá essa postura mais firme no segundo debate, Dutra respondeu: ‘Não sei. Cada debate é um debate.’ Ele disse ainda que hoje e amanhã Dilma participará de comícios e atividades de campanha e que só amanhã depois do almoço vão começar a conversar sobre o novo debate, marcado para a noite de domingo na Rede TV.

Ao comentar os últimos resultados das pesquisas de intenção de voto, Dutra afirmou que os indicativos internos do partido apontam exatamente o dobro do que mostrou a pesquisa Sensus, o que significa que a diferença entre Dilma e o presidenciável tucano José Serra estaria em torno de oito pontos porcentuais e não quatro pontos, como apontou a Sensus.

O presidente do PT reconhece que o segundo turno das eleições será ‘muito disputado’ e, na reunião de hoje com Lula e com a coordenação da campanha, foi conversado também sobre a necessidade de mobilização da militância. ‘Conversamos sobre a necessidade de colocar o bloco na rua. Já estamos fazendo isso. Temos feito reuniões com vereadores, deputados eleitos, prefeitos. Estamos num processo de chamamento. Numa eleição disputada como essa, a militância do PT faz a diferença.’

Para Dutra, a ‘perplexidade’ que houve dos envolvidos na campanha, quando ficou definido que haveria segundo turno, ‘já está superada’. Sobre as conversas com a candidata derrotada do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), Dutra disse que o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, se reuniu com lideranças do PV para discutir as propostas do programa de governo. Acrescentou que depois que o PV decidir que rumo tomar é que vão procurar apoio dos dirigentes.

Ele disse ainda que, nos próximos dias, a campanha de Dilma deve se concentrar em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas que é possível também que a candidata visite os Estados do Ceará, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

Por Tânia Monteiro, estadao.com.br